Uma tragédia chocou moradores da província de Nakhon Si Thammarat, no sul da Tailândia, após a morte de um menino de apenas 7 anos atacado por um macaco que vivia há anos com sua família como animal de estimação. O caso ocorreu no último sábado e reacendeu o debate sobre os riscos de manter animais silvestres em ambientes domésticos.
A vítima, identificada como Ekkarat Srichan, foi socorrida e encaminhada para uma unidade hospitalar da região, mas não resistiu à gravidade dos ferimentos. Segundo relatos de familiares e moradores locais, o ataque aconteceu dentro da propriedade da família, onde o animal era mantido desde 2022.
Vizinhos contaram que ouviram gritos vindos da residência e correram para verificar o que estava acontecendo. Ao chegarem ao local, encontraram a criança gravemente ferida. O macaco permanecia nas proximidades quando os familiares iniciaram os procedimentos para socorrer o menino.
No hospital, os médicos constataram que uma das mordidas havia provocado lesões extremamente graves. De acordo com a mãe da criança, Daranee Srichan, os profissionais informaram que o ferimento atingiu uma região vital do corpo.
Inicialmente, a família acreditava que o menino havia sofrido apenas uma lesão na perna durante o ataque. No entanto, exames posteriores revelaram danos muito mais severos na região das costelas. Uma das mordidas perfurou o pulmão da criança, causando ferimentos incompatíveis com a sobrevivência.
Abalada pela perda do filho, a mãe afirmou que não pretende mais manter macacos na propriedade. Segundo ela, a tragédia serviu como um alerta doloroso sobre os riscos envolvidos na convivência com animais silvestres, especialmente quando há crianças no ambiente familiar.
O animal envolvido no ataque era conhecido como Choke e tinha aproximadamente quatro anos de idade. Segundo a família, ele foi encontrado sozinho às margens de uma estrada pelo avô de Ekkarat em 2022. Sem sinais da mãe e aparentemente abandonado, o filhote foi levado para casa e passou a ser criado pelos moradores da propriedade.
Apesar da convivência prolongada, relatos de moradores indicam que o macaco já apresentava sinais de comportamento agressivo. Pessoas da comunidade afirmaram que o animal costumava demonstrar hostilidade diante de desconhecidos, exibindo os dentes, emitindo sons ameaçadores e reagindo de forma defensiva quando alguém se aproximava.
Especialistas em comportamento animal frequentemente alertam que animais silvestres, mesmo quando criados desde filhotes por seres humanos, mantêm instintos naturais que podem se manifestar de forma imprevisível. Em determinadas circunstâncias, fatores como estresse, territorialidade, medo ou mudanças hormonais podem desencadear comportamentos agressivos.
O caso gerou grande repercussão na Tailândia e despertou discussões sobre a posse de animais selvagens como animais de estimação. Organizações ligadas à proteção animal e autoridades locais defendem que espécies silvestres sejam mantidas em ambientes apropriados, capazes de garantir tanto o bem-estar dos animais quanto a segurança das pessoas.
Enquanto a comunidade local lamenta a perda do menino, o episódio permanece como um doloroso lembrete dos riscos que podem surgir quando animais selvagens são mantidos fora de seu habitat natural, mesmo em situações motivadas por resgate e cuidado.
